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Translate traduzir ImprimirImprimir 11/07/2017 16:09

Estudo aponta desigualdade de gênero e raça nos filmes brasileiros de grande público

Boletim do Gemaa mostra que homens dirigiram 98% dos filmes com mais de 500 mil espectadores entre 1970 e 2016

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O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), núcleo de pesquisa do IESP-UERJ, divulgou um novo estudo sobre raça e gênero no cinema brasileiro. O boletim tomou por base dados disponibilizados pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual da ANCINE - OCA e levou em conta todos os filmes com público superior a 500 mil espectadores entre os anos de 1970 e 2016. A conclusão é que o mercado audiovisual ainda é marcado por intensas desigualdades e apresenta um grande predomínio do gênero masculino e de pessoas de cor branca.

 

O boletim mostra que, no universo analisado que compreende um total de 498 filmes, 98% foram dirigidos por homens. Não há sequer um diretor não branco, levando-se em conta que em 13% dos casos não foi possível a identificação da raça do diretor por falta de dados. Chama a atenção também o baixíssimo índice de mulheres no papel de direção, apenas 2% do total. Entre os roteiristas a participação feminina é um pouco maior, com 8% do total. A discrepância racial também é gritante, com apenas 2% dos roteiristas identificados como homens negros. Apenas uma mulher negra foi identificada na amostra: Julciléa Telles, que divide o roteiro de "A gostosa da gafieira", de 1981, com Roberto Machado.

 

A desigualdade de gênero e raça persiste quando são analisados os elencos principais dos filmes da amostra. As histórias narradas nestes filmes de grande público têm protagonismo masculino (60%) e branco (50%). A participação de mulheres é de 39%. Nesse quesito a maior desigualdade é novamente em relação à raça. Os protagonistas negros são apenas 11% do total, com uma exclusão ainda mais forte entre as mulheres. Homens negros protagonizam 9% dos filmes e mulheres negras apenas 2%. Cabe ressaltar que, devido ao recorte do estudo, que focou em obras com mais de 500 mil espectadores, 52% dos filmes analisados foram produzidos na década de 70.

 

O estudo apresenta ainda uma análise da evolução da participação de raça e gênero em um recorte feito por décadas, o que permite perceber que em quase 50 anos o padrão de desigualdade de gênero e, mais ainda, de raça, persistiu apesar de todas as mudanças políticas e sociais do período.

 

Atenta ao tema, a ANCINE já começou a implantar algumas iniciativas para a promoção da diversidade, como, por exemplo, a atenção à paridade de gênero nas comissões de seleção das chamadas públicas do Fundo Setorial do Audiovisual.  A diminuição da desigualdade na produção audiovisual brasileira foi encarada pela ANCINE como uma das prioridades em seu Planejamento Estratégico para o quadriênio 2017-2020. No Mapa Estratégico, a Agência passou a citar em sua Visão a referência à diversidade, e entre seus Princípios e Valores foram incluídas a transparência e a busca pela diversidade regional, étnica e de gênero.

 

Clique aqui para acessar o Boletim gemaa - Raça e Gênero no Cinema Brasileiro 1970-2016 nº2/2017

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